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Histórico - Parte I
11/12/07
TOPONÍMIA

Itabaiana é termo é derivado da expressão indígena i'tab'ü'one cujo significado é serra lugar morada das Almas das gentes dos rios.

Durante o decorrer dos séculos a expressão ganhou várias formas até chegar a atual. Para Kaspar Baerle(¹), era itapounhanhas; já para Frans Post que pintou o quadro mapa da Capitania de Sergipe com destaque pra Itabaiana, publicado no mesmo livro era Tapuâma. Para Nicholas Bellin, era Itapuan(²), porém, é deste mesmo ano um documento valiosíssimo qual seja uma carta do Vigário Francisco da Silva Lobo em que Itabaiana já parece como Villa de Santo Antonio e Almas do Itabayanna. Diversas outras grafias são encontradas em também diversos documentos da Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional como Tabiane, Tabayanna, Itabayanna e mais comum Itabayana, com "y", numa tentativa de aproximar a pronúncia da original.

(¹)Rerum per Octennium in Brasilia, Tip Ionnis Blaev, Amsterdã, Holanda, 1642

(²) Carte du Bresil, Prem partie, 1757.

AS SERRAS DE PRATA

Até 1590 as serras daqui eram chamadas itabounhanhas pelos índios, cujo significado é: Serras Lugares Moradas das Almas das Gentes das Águas - O PARAÍSO na cultura cristã européia.

As lendas de serras de prata eram constantes no Brasil dos primeiros duzentos anos e um incidente fez de Itabaiana um dos focos mais visados na busca da prata: Melchior Dias Moréia, neto de Caramuru trouxe para cá o Governador Geral D. Luís de Souza prometendo entregar-lhe as minas de prata, desde que o mesmo lhe desse prêmios já requeridos. O governador prometeu, mas Melchior queria a prova antes de fazer a entrega. Dos desentendimentos entre os dois ficou a prisão de Melchior e a dúvida sobre a localização exata da prata, além da fama de que tais minas estavam em Itabaiana.

Fontes:

SETÚBAL, Paulo. O Romance do Prata - 4a. Edição - Saraiva S/A Livreiros Editores - 1956;

ABREU, Capistrano de. CAPÍTULOS DE HISTÓRIA COLONIAL, 6a Edição. Revisado, anotado e prefaciado por José Honório Rodrigues. Rio de Janeiro, Briguiet, 1976;

Anais da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro. Vários

A PRATA, O GADO E OURO DOS PRIMEIROS TEMPOS

A fama da prata se espalhou e com ela veio a criação de gado. Até os holandeses quando invadiram Sergipe em1637 vieram atrás do gado e da prata de Itabaiana. A região de Itabaiana foi, pois, o principal pólo de desenvolvimento da pecuária e por onde ela se espalhou pelo Nordeste, especialmente ao longo do Rio São Francisco até suas cabeceiras nas Minas Gerais. O gado e seus criadores assumiram tanta importância que partiu de Itabaiana o primeiro movimento, em 1656, para reaver a independência da Capitania de Sergipe, engolida pela Capitania da Bahia depois da expulsão dos holandeses de Sergipe. Conjuntamente com outras lideranças libertadoras, os curraleiros de Itabaiana prenderam o Padre Sebastião Pedroso de Góis e Ouvidor enviado pela Bahia, mas não resistiram às forças baianas e alguns foram presos outros fugiram de imediato e outros, como Simão Dias, fugiram depois. No caso de Simão Dias, viria ele depois fundar um novo município.

Fontes:

ABREU, Capistrano de. CAPÍTULOS DE HISTÓRIA COLONIAL, 6a Edição. Revisado, anotado e prefaciado por José Honório Rodrigues. Rio de Janeiro, Briguiet, 1976;

NUNES, Maria Thétis.Sergipe Colonial I e II, Tempo Brasileiro/UFS

Anais da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro. Vários

ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Officina Real Deslandesiana, Lisboa 1711. no Catálogo de Obras Raras da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. P.189.

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