CARACTERÍSTICAS URBANAS
A cidade se desenvolve desde as últimas cinco décadas em todas as direções mantendo uma forma curiosa de um triângulo com um vértice voltado para o sul. Sua extensão é de aproximadamente 4 por 4 quilômetros com algumas áreas dentre as extremidades ainda despovoadas, mas em franco desenvolvimento.
Fruto do desenvolvimento tardio e do inchaço urbano provocado pelo massivo êxodo rural das décadas de 70 e 9o do século próximo passado, quase um terço desta área ainda não recebeu investimentos públicos como pavimentação e tratamento de esgotos. Os avanços dos últimos 15 anos, contudo, são visíveis e um sistema moderno de tratamento de esgotos começa a se materializar o que deverá melhorar a qualidade da água dos riachos que são alimentados a partir da área urbana, cujos são afluentes dos rios onde encontram as represas abastecedoras de água. Itabaiana está assentada num divisor de águas entre duas das principais micro-bacias de Sergipe: a do Rio Vaza-Barris e a do Rio Sergipe.
A cidade é cortada por três avenidas principais, no sentido norte-sul, sendo que duas delas em toda a atual extensão urbana e uma até o centro; duas no sentido centro-oeste; e uma no sentido centro-leste.
as ruas centrais, a despeito de quase todas terem evoluídas depois da chegada do automóvel, são estreitas. Saindo mais para a periferia as ruas se alargam o que tem feito com que porção considerável do comércio hoje e espraie pela cidade, porém fora do centro comercial tradicional.
Três praças centrais e duas periféricas embelezam o sítio urbano que conta com arborização também em algumas avenidas e ruas mais largas.
A revitalização do centro comercial recentemente realizada em convênio do Governo do Estado com a Prefeitura foi uma conquista da CDL e conta com ruas asfaltadas com calçadões e passeio estilizado.
Religião
A cidade conta com três igrejas matrizes católicas - a de Nossa Senhora do Carmo, mais nova; a de Nossa Senhora do Bom Parto e a pioneira, tricentenária, de Santo Antonio e Almas de Itabaiana - além de pelo menos três centros espíritas e inúmeros templos de congregações evangélicas.
FORMAÇÕES URBANAS RURAIS
Além da cidade propriamente dita,várias formações urbanas vêm se formando desde a década de 40 na zona rural do município. A primeira delas foi o povoado Ribeira, em verdade anterior a 1940, já que se desenvolveu à sombra de um pequeno comércio gerado a partir de uma feira livre, quase toda baseada nos trabalhadores dos engenhos de açúcar da região do Vaza-Barris,hoje região sul do município de Campo do Brito.
Depois da Ribeira a primeira formação urbana que apareceu foi a do Bom Jardim e logo em seguida a da Mangabeira e da Cajaíba e de Terra Dura. Nenhuma delas evoluiu muito. Na década de 50, o estabelecimento de uma subestação no povoado Queimadas deu origem ali a uma povoação que ora já se encontra no subúrbio da cidade.
Nas décadas de 70 e 80 apareceram as formações do Rio das Pedras (ou Mundés); do Carrilho e fruto do projeto de irrigação no Rio Jacaracica surgiu a Agrovila da Igreja Velha. Recentemente outras formações começam,a aparecer nos povoados Lagoa do Forno e São José. Todas estas povoações são extremamente carentes de investimentos públicos o que fará com que o município tenha que se desdobrar nos anos vindouros para atender a tanta demanda.